Void Podcast: episódios #013 ao #016 disponíveis!

23/01/2012 13:15

Void Podcast #013 – Dorg(m)as
Dessa vez, um assunto polêmico, discutido sem polêmicas, sobre os fanatismos nossos de cada dia. O (receptivo [gerente]) Vinicius Quaiato (@vquaiato) prega a paz mundial e aceitação de todas as tecnologias – independente de credo, raça ou religião (ou seria dogmas?!). Enquanto isso, o (cantor acusativo) Elemar Jr (@elemarjr) fala sobre complexos estranhos com nomes esquisitos (Você é pato? Você é Gabriela?) e o (ex-barbudo, com cavanhaque [latin-lover wanna be]) Leandro Daniel (@leandronet) mostra sua predileção por empregos extremos (de planos funerários a “grandes instituições financeiras”).

Void Podcast #014 – Elucubrações, percepções e desatinos
Dessa vez, uma discussão acalorada (sem pretensões, preocupações, consequências ou conclusões) sobre “os rumos” do desenvolvimento de software. Na defesa (ou seria no ataque) dos CRUD nossos de cada dia, temos: (arrobinha) Vinícius Quaiato (@vquaiato) e seus argumentos automotivos; Leandro Daniel (@leandronet) e seu sapiente cavanhaque arquitetônico (latin lover [really?!]); e o orquestrador caótico Elemar Júnior (@elemarjr). Completando o time (de peso?!) de heróis nessa edição, temos o Master of Coders (ou seria puppets?!) Juan Lopes (@juanplopes) em uma participação mais que especial.

Void Podcast #015 – Adeus Void velho, feliz Refactoring novo!
Queríamos falar sobre o fim-do-mundo, sobre o espírito do natal, sobre bons velhinhos, loucuras, orgias e, claro, sobre a paz mundial. Mas, no fim, falamos sobre aquilo que achamos que entendemos: código. Com a ausência percebida (por que será?!) do (arrobinha) Vinícius Quaiato (@vquaiato) e seus argumentos automotivos; temos o “sábio barbudo (com cavanhaque) das montanhas” Leandro Daniel (@leandronet) e o esperançoso/resharper-wanna-use Elemar Júnior (@elemarjr) em um debate frenético sobre o refactoring nosso de cada dia. Em um quase “essa é minha vida”, falamos cruamente sobre o que fazemos e como fazemos. Um void simples, mas honesto. Pobre, mas limpinho. Não é uma mensagem “bonitinha” de natal. Nem mesmo uma reflexão sobre o novo ano (afinal, o mundo vai acabar).

Void Podcast #016 – Void de gordo
Dessa vez, vamos confessar (todas) as gordices nossas de cada dia. Para isso, contamos com o apoio de um grande (!?) especialista: Dudu Sales (@papodegordo) do famoso e premiado “Papo de Gordo” que honra-nos com sua notória (!?) presença.

Nesta edição, encontramos um comedido, respeitoso e (acreditem!) trollado Vinícius Quaiato (@vquaiato), tentando entender o universo gordo. Já que, sendo o rostinho bonito que atraí ouvintes ao Void, não teve tempo (ou garfo) para viver a vida como ela é nesse “mundo redondo” (aliás, fartamente representado [por enquanto] pelos nossos outros dois heróis).

Ouça e entenda alguns dos complexos do (agora) diabético, (ainda) gordo, pé-grande, (segundo alguns) careca, sem internet e, conforme o convidado, fudido Elemar Jr (@elemarjr) sobre os (des)confortos que apenas um “corpinho” pode proporcionar em aviões, lojas de calçado e outros ambientes com espelhos. Com a edição homérica (digna de lenda) do artista revoltado (sim! agora ele fala palavrões) Leandro Daniel (@leandronet), descanse um pouco e relaxe ouvindo um Void despretensiosamente hilário.

É possível ouvir o podcast diretamente do post (usando o player), além disso, o Void Podcast agora está disponível também no iTunes.

Não deixe de comentar suas opiniões. Wink

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Existe decisão arquitetural puramente técnica?

09/01/2012 15:19

Um arquiteto nunca deve decidir sobre uma arquitetura de forma arbitrária ou mesmo impensada. Todas as alternativas devem ser consideradas, fracionando o sistema (solução) em elementos e relações que possibilitarão o atendimento aos atributos de qualidade.

Alexander Wolf e Dewayne Perry definiram em um artigo intitulado “Foundations for the Study of Software Architecture” o seguinte modelo:

Arquitetura = { Elementos, Organização, Decisões }


De acordo com essa definição, a arquitetura de software é um conjunto de elementos arquiteturais que possuem alguma organização. Os elementos e sua organização são definidos por decisões tomadas para satisfazer objetivos e restrições. São destacados três tipos de elementos arquiteturais:

  • Elementos de processamento: são elementos que usam ou transformam informação;
  • Elementos de dados: são elementos que contêm a informação a ser usada e transformada; e
  • Elementos de conexão: são elementos que ligam elementos de qualquer tipo entre si.


Já a organização dita as relações entre os elementos arquiteturais. Essas relações possuem propriedades e restringem como os elementos devem interagir de forma a satisfazer os objetivos do sistema. Adicionalmente, essas relações devem ser ponderadas de modo a indicar sua importância no processo de seleção de alternativas. As relações vão desde as interfaces tecnológicas necessárias para comunicar dois sistemas distintos até os processos (inclusive humanos) necessários para manter os estados desejados das informações dentro do ciclo de negócio.


Decisões arquiteturais


Ok, vimos até aqui que arquitetura é a arte de tomar decisões inteligentes de acordo com um contexto (lembrando que contexto é igual a “Elementos” e “Organização”). As decisões arquiteturais têm, basicamente, três características que devem ser consideradas: descrição, objetivos e fundamentação.

Por descrição devemos entender que se trata do que foi decidido para o sistema, podendo ser: descrição de um elemento, módulo, classe, ou serviço que existirá na arquitetura, a descrição da comunicação de um elemento da arquitetura com outro, a descrição da agregação de diversos elementos diferentes da arquitetura para formar um serviço, ou a descrição de um princípio ou mais princípios que conduzirão a evolução do sistema.

É sabido que toda decisão é feita com um ou mais objetivos. Isso posto, a segunda característica trata de explicitar qual o objetivo de dada decisão, normalmente, permitindo ou restringido um conjunto de atributos de qualidade do sistema.

Finalmente, uma decisão arquitetural só pode ter sido alcançada em meio a alternativas com algum embasamento ou fundamentação. Por esse motivo, cabe ao arquiteto explicitar por que tal decisão foi tomada, seja por conhecimento prévio de como satisfazer os objetivos em questão ou pela atual decisão ter mostrado os melhores resultados em meio a uma avaliação prévia das alternativas.


Lembre-se sempre do contexto


É comum e cômodo adotarmos  as chamadas “boas práticas” como uma verdade incondicional. Afinal, boas práticas refletem ações, técnicas e processos utilizados com sucesso para resolver determinado problema.

Contudo, como vimos, toda a tomada de decisão requer, dentre outros fatores, embasamento e fundamentação. Por esse fato, só podemos considerar uma prática como boa se ela for avaliada dentro de um contexto bem conhecido e claro, onde obtemos com a aplicação dessa prática um retorno tangível e eficaz. Do contrário, aplicar uma boa prática - apenas por ser um padrão de mercado - não garantirá nada a não ser mais complexidade acrescida a solução.

Ora, se estamos falando de contexto, é possível pensar em decidir algo sem levar em conta a organização (empresa, por exemplo)? Pense bem, até mesmo a aplicação de um patch de segurança no servidor de produção não é uma decisão meramente técnica, pois se existe um risco do patch afetar algum building block arquitetural, isso deve ser levado em conta.


Para reflexão


Tenho visto por aí muita confusão a respeito das atribuições e competências de um arquiteto, seja um arquiteto de sistema, arquiteto de solução, arquiteto corporativo ou qualquer outro que exista ou inventem (já que ser arquiteto está na moda, não é verdade?). Gostaria de propor que o título desse post fosse um auto-questionamento para você, arquiteto.

Arquitetura ,



E um grande ciclo se encerra. Que comece o próximo!

01/01/2012 03:40

Não, não falo do ano de 2011. Não sou daqueles que se emociona gratuitamente com a virada do ano novo, acreditando que tudo será diferente. Refiro-me a um ciclo muito maior, que remonta uma fase de minha vida onde exerci a profissão de consultor. Onde iniciei um blog técnico com o intuito de aprender enquanto tentava ensinar. Falo da fase onde comecei a escrever artigos técnicos e acabei me tornando editor técnico de duas revistas. Quero relembrar esse grande ciclo onde participei ativamente de comunidades técnicas, organizei eventos e até palestrei.

Esse post registra minimamente os acontecimentos desse ciclo que passou.


Muitas palestras e novas amizades


1325395190_megaphone_stickerSem dúvida a parte mais legal de participar de comunidades é conhecer pessoas que têm conteúdo e fazem a diferença em nossa área. Nesse ano tive a oportunidade de conhecer muita gente bacana enquanto organizava a grade de palestrantes do DNAD 2011.

Também fui convidado para fazer várias palestras, entre elas: DNAD 2011, TDC 2011 e QCon 2011. Foi o primeiro ano em que palestrei para algumas universidades e achei a experiência muito rica.

Uma coisa que apenas esbocei esse ano foi palestrar em dupla. Com o meu amigo @elemarjr tive a chance de, por duas vezes, fazer uma palestra dividida em duas partes. Esse ano quero fazer uma palestra com ele (ou algum outro louco que tope) mas sem dividir os horários. Acho que será uma experiência no mínimo interessante. Alegre

 

Um ano incrível!


iconBricksO que posso comentar sobre ter a felicidade de trabalhar a 50 metros de casa? E ainda fazendo algo que gosto muito: arquitetura de software? Ah, essa foi a grande realização do ano! E o que é melhor: agora tenho férias remuneradas!! Smiley de boca aberta

É incrível como às vezes nos prendemos a certas incertezas sem muito fundamento… E de repente, nos pegamos dizendo: porque não fiz isso antes? Pois é… C’est la vie. O ano de 2011 me trouxe o encerramento de um ciclo vitorioso (7 anos, manôlos) e o início de outro que será fantástico.

Qualidade de vida é tudo, só tenho isso a dizer!! Smiley mostrando a língua

 

 

De editor técnico a editor de podcast


iconWriteQuando comecei a escrever artigos técnicos em 2008 lembro-me muito do sentimento de colaboração sob o qual estive imbuído. De fato, eu havia entendido na época que a melhor forma de aprender seria tentando ensinar a outras pessoas. O conhecimento deve ser dividido, ou melhor dizendo, multiplicado. Foram dezenas de artigos escritos, e quase uma centena de outros que foram editados.

Durante esse período pude conhecer muitos autores legais e consegui levar muita gente boa para escrever para a .net Magazine. Tive o prazer de trabalhar com o grande mestre Guinther Pauli, editor geral das revistas .net Magazine e Clube Delphi.

Com a mudança de emprego o trabalho como editor técnico foi revisto, e gradativamente foi substituído pelo podcast, uma nova mídia para poder colaborar e tratar de forma mais dinâmica e ágil sobre diversos assuntos (inclusive técnicos).

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iconPodcastTer um podcast foi a única coisa que não planejei para 2011, no entanto, aconteceu. E foi muito divertido. Além de poder dar umas boas risadas e conversar sobre assuntos que gosto, ainda “ganhei de brinde” o trabalho de edição. Isso me obrigou a aprender a usar softwares de edição de áudio, o que acabou virando um hobby.

Para completar essa nova fase, passei a usar um MacBook Pro, e preciso confessar que gostei muito! Até mesmo uma mudança de sistema operacional aconteceu. Que coisa!

 

E o que muda aqui no blog?


iconEnergyNa verdade, não muita coisa… a princípio. Aproveitando esse encerramento de ciclo, decidi que o blog não mais se chamará Reverb. O Reverb foi o meu blog técnico, onde escrevia apenas sobre assuntos relacionados a minha profissão (similar ao blog Distortion, onde eu postava sobre música e mais recentemente sobre cinema de animação). Foi um período muito bacana, e quero conservá-lo em minha memória com carinho. Nesses últimos 4 anos passei por muita coisa, evoluí sob muitos aspectos e o Reverb não mais comportava tudo que eu queria expressar.

Pretendo continuar escrevendo nesse espaço muito conteúdo técnico, mas não quero me limitar apenas a isso, quero escrever também sobre música, cinema de animação, livros (inclusive não técnicos) e sobre vários outros temas. Enfim, o blog muda refletindo as minhas próprias mudanças como pessoa.

Que comece o próximo ciclo!

Reverberando



Pois é, responsabilidade social

05/12/2011 22:46

Eu sei, todo esse papo do “politicamente correto” enche o saco, concordo. Parece que hoje, tudo é “politicamente incorreto” não é verdade? A ladainha da eco-responsabilidade também parece não ajudar muito… É muita pressão para forçar uma “consciência ecológica”, sei lá.

Como despertar a consciência de preservação da natureza em uma criança sem que ela queira de fato preservar a natureza porque compreende que ela é algo necessária (e não porque todos dizem repetidamente: “o planeta está morrendo e a culpa é sua!”)?

Só pra citar um exemplo: como é possível para alguém que não pisa na grama (porque é proibido), ou quebra um galhinho de uma planta (sem ser chamado de assassino cruel), ou subiu em uma árvore, enfim, que nunca experimentou a natureza, sentir a necessidade de desenvolver consciência ecológica?

Ao invés de vociferar todo esse papo de responsabilidade social, ecologia e meio ambiente, acho muito mais importante a prática no dia a dia, o exemplo é algo muito poderoso e menos intrusivo (se é que cabe falar dessa forma quando o assunto é a destruição do planeta, não mesmo?).

Tenho a felicidade de trabalhar em uma empresa que presa muito a questão socio-ambiental. E isso é tão natural dentro da cultura da empresa que ninguém precisa ficar em momento algum “cobrando” uma atitude de responsabilidade social ou de preservação da natureza. As ações e exemplos são percebidos diariamente:

  • Nas salas de reunião, onde todas as folhas são de papel reciclável e os lápis feitos com madeira de reflorestamento;
  • Nos bebedouros, onde podemos utilizar copos descartáveis biodegradáveis;
  • Em todas as impressoras, onde a preferência é por utilização de papel reciclável (salvo quando é exigido papel comum);
  • Na distribuição de sacolas retornáveis para todos os funcionários;

 

sacola retornavel

No Brasil...

  • 66 sacolas são usadas por pessoa a cada mês
  • 36.000.000 sacolas são consumidas todos os dias
  • 400 anos é o tempo gasto para sua decomposição natural

 

Com o objetivo de reverter estes números e enxergando o caminho para a sustentabilidade como uma ação coletiva, estamos distribuindo a todos os funcionários do Rabobank Brasil uma sacola retornável, auxiliando a reduzir o consumo de sacolas plásticas e minimizando assim nosso impacto sobre o meio ambiente!

Para ter acesso a mais informações sobre o tema e saber dicas de como diminuir seu consumo de sacolas visite o sita da Campanha do Ministério do Meio Ambiente “Saco é um saco”. 

2011-08-29 16.54.43

  • Nos cartões de visita dos funcionários, que são confeccionados utilizando papel reciclável;
  • Na caixinha onde os cartões de visita são entregues, também feito de papel reciclável;
  • No uso de lâmpadas fluorescentes;
  • No desligamento programado dos computadores das 21h às 6h;
  • Na configuração para desligamento automático dos monitores após alguns minutos sem uso;
  • No contrato de compra de computadores da Dell, que desenvolve equipamentos com baixo consumo de energia;
  • No ajuste de temperatura do ar condicionado (desligamento durante a noite e aos finais de semana);
  • No apoio a campanhas como o Papai Noel dos Correios.
  • E tantas outras ações…


Enfim, exemplos concretos e ações efetivas, muito melhor que blá-blá-blá.

Reverberando



Void Podcast: episódios #009 ao #012 disponíveis!

14/11/2011 10:21

Void Podcast #009 – Inove-me devagar, pois tenho pressa!
Escute um Void do ódio e com sangue nos olhos sobre early adopters, entusiastas e falsos profetas. Vamos falar sobre aqueles profissionais (bons e ruins) ansiosos por adotar as melhores tecnologias, de todos os tempos, da última semana. Participe do bate-papo entre o (sábio barbudo) Leandro Daniel (@leandronet) e o (revoltado?!) Elemar Jr (@elemarjr). Arrobinha (vulgo @vquaiato), não apareceu…

Void Podcast #010 – Pimenta na complexidade dos outros é refresco!
Discutimos sobre a complexidade nossa de cada dia. Há o melhor do complexo, do simples e da vaidade infinita do homem.  Participe do bate-papo acalorado entre o (professor) Leandro Daniel (@leandronet), o (filosófico) Elemar Jr (@elemarjr) e o (inventivo Fowler) Arrobinha (vulgo @vquaiato).

Void Podcast #011 – Prestígio pouco é bobagem!
Dessa vez, ouça uma discussão acalorada, cheia de IMHOs, sobre o (baixo) prestígio de tecnologias classudas (?!). Tudo gravado em um famoso café que vende uma bebida chamada Java (com gosto duvidoso, segundo o Elemar), rodeada por loucos gritando para garantir a captação do áudio e assustar os outros frequentadores do “estabelecimento”. Esse void foi gravado nos dias do TechEd, sob risco de explosão causada por gases (do subsolo do Center Norte, segundo o defensivo Leandro) depois de um almoço tecno-nerd semi-vegetariano (por causa do arrobinha) e de uma visita inusitada, com fotos de propósitos suspeitos, a uma loja de brinquedos.

Void Podcast #012 – Saudoso malloc!
Dessa vez, ouça uma discussão melancólica, cheia de saudosismo, sobre as tecnologias dos “primeiros dias”  de nossos heróis. Nela, encontramos os “como era melhor no meu tempo” do (quase hacker) Leandro Daniel (@leandronet) e do (empolgado “gritante”) Elemar Jr (@elemarjr).

É possível ouvir o podcast diretamente do post (usando o player), além disso, o Void Podcast agora está disponível também no iTunes.

Não deixe de comentar suas opiniões. Wink

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